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Argentina

  • Foto do escritor: Lucas Valladares Filho
    Lucas Valladares Filho
  • 9 de ago. de 2020
  • 3 min de leitura

Atualizado: 15 de ago. de 2020



Defaults da história da Argentina, desde sua independência.

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1827

Depois de declarar independência da Espanha em 1816, a economia da Argentina se abriu rapidamente ao comércio exterior. A Argentina havia vendido títulos em Londres para ajudar a financiar a construção da nação. A dívida foi pressionada quando o Banco da Inglaterra elevou as taxas de juros em 1825. A Argentina deixou de pagar a dívida dois anos depois. E levou mais de 30 anos para retomar os pagamentos.

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1890

No final do século 19, a Argentina iniciou uma onda de empréstimos para fabricar trens e transformar Buenos Aires na capital cosmopolita de hoje. O Barings Bank, de Londres, investiu fortemente em ferrovias e em outros projetos de serviços públicos. Mas a euforia desapareceu quando a bolha de commodities estourou. O país suspendeu o pagamento da dívida, provocando uma corrida aos bancos argentinos e a renúncia de presidente Miguel Juárez Celman. Naquele novembro, o Barings estava à beira da falência. A Argentina saiu do default quatro anos depois, impulsionada por capital novo do Reino Unido.

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1951

A Primeira Guerra Mundial atingiu em cheio a economia do país. O desemprego e a convulsão social eclodiram. Em 1930, um golpe trouxe os militares ao poder, inaugurando um período de instabilidade – oito presidentes em duas décadas – e uma política de substituição de importações, que fechou a economia.

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1956

Juan Perón assumiu o poder em 1946 e começou a nacionalizar empresas, redistribuir riqueza e exercer maior controle do governo sobre a economia. Inicialmente, as políticas estimularam o crescimento e a ascensão da classe média. Mas, em 1955, Perón foi deposto em um golpe, mergulhando a economia em um período de turbulência e dificultando o pagamento das dívidas. No ano seguinte, a junta militar fechou um acordo com o Clube de Paris dos países credores para evitar um default maior.

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1982

Durante a Guerra Suja da Argentina, a ditadura militar tomou empréstimos, principalmente de bancos americanos e britânicos, para financiar projetos de infraestrutura e indústrias estatais. A dívida externa do país deu um salto de US$ 8 bilhões para US$ 46 bilhões e teve de passar por um processo de restruturação.

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1989

A década de 1980 apresentou os piores índices de inflação no país, que chegou a alcançar 3.000% .Em 1989, o líder peronista Carlos Menem assumiu ao poder. Seu governo reduziu a inflação, privatizou estatais e atraiu investimento estrangeiro direto, levando o país da recessão a um crescimento de dois dígitos no fim do segundo ano do mandato de Menem. Ainda assim, a dívida externa da Argentina subiu para mais de US$ 100 bilhões, resultado da incapacidade de Menem de controlar os gastos.

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2001

O país sofreu uma brutal recessão que fez com que suspendesse o pagamento de US$ 95 bilhões. O maior default de todos os tempos de um país. A maioria dos credores concordou em aceitar os 30 centavos de dólar oferecidos, mas um grupo liderado pelo bilionário de hedge funds Paul Singer rejeitou a proposta e exigiu reembolso total.

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2014

Em meio à batalha jurídica com Singer e outros credores que rejeitaram a proposta, a Argentina declarou um novo default, embora em menor escala. A disputa foi finalmente resolvida em 2016, quando o novo presidente, Mauricio Macri, pagou os credores que haviam rejeitado a reestruturação para que a Argentina pudesse recuperar acesso aos mercados internacionais de dívida.

Bibliografia do Episódio

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Livros Pesquisados

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CANDEAS, Alessandro. A Integração Brasil-Argentina. História de uma ideia na “visão do outro”. Brasília: FUNAG, 2010.

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CERVO, Amado Luiz; BUENO, Clodoaldo. História da Política Exterior do Brasil. 2ª Edição. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2002.

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DORATIOTO, Francisco. O Brasil no Rio da Prata (1822-1994). 2ª Ed. Brasília: FUNAG, 2014.

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GARCIA, Eugênio Vargas. Cronologia das Relações Internacionais do Brasil. 3ª Edição. Rio de Janeiro: Contraponto Editora, 2018.

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PHILIP’S. Guide to Flags of The World. Hong Kong: Editor Jo Potts, 2003.

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RICUPERO, Rubens. A Diplomacia na Construção do Brasil. 1ª Edição. Rio de Janeiro: Versal Editores, 2017.

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SOMBRA SARAIVA, José Flávio. História das Relações Internacionais Contemporâneas: da sociedade internacional do século XIX à era da globalização. São Paulo: Saraiva, 2008.

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VISENTINI. Paulo Fagundes; PEREIRA. Analúcia Danilevicz. Manual do candidato - História Mundial Contemporânea (1776-1991): da independência dos Estados Unidos ao colapso da União Soviética. 3ª ed. – Brasília: FUNAG, 2012.

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YASBEK. Mustafa. A Revolução Argelina. Editora UNESP, 2010.

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Sites e Vídeos

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FIGUEIREDO, Filipe. Ilhas Malvinas. Canal Nerdologia. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=DHVtASope7E&list=PLyRcl7Q37-DXmpJEy_fj-HnWtvHuu_Ihi&index=136&t=0s. Acesso em 27 de julho de 2020.

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Ministério da Indústria e do Comércio Exterior – Comex Vis – Países – Argentina. Disponível em: http://comexstat.mdic.gov.br/pt/comex-vis. Acesso em 27 de julho de 2020.

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Ministério das Relações Exteriores – Países – Argentina. Disponível em: http://www.itamaraty.gov.br/templates/mre/pesquisa-postos/index.php?option=com_content&view=article&id=4785&Itemid=478&cod_pais=ARG&tipo=ficha_pais&lang=pt-BR. Acesso em 20 de julho de 2020.

 
 
 

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